A mais recente edição da renomada **Corrida Internacional de São Silvestre** de 2025 foi palco para a persistência da corredora brasileira Núbia de Oliveira. Pela segunda vez consecutiva, a atleta conquistou o terceiro lugar no pódio feminino da prova, um desempenho que, longe de diminuir suas aspirações, a impulsionou a reforçar seu maior anseio: sagrar-se campeã da desafiadora corrida. Núbia demonstrou não apenas consistência, mas uma evolução notável, culminando na melhor marca de sua carreira na São Silvestre até o momento.
A jovem de 23 anos, já em sua quarta participação na prova paulista, compartilha um sonho que a move a continuar superando seus limites. “Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim”, afirmou Núbia de Oliveira em coletiva. Com uma visão clara sobre sua trajetória no esporte, ela expressa confiança no processo de aprendizado: “Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”. Essa declaração ressalta não só sua ambição pessoal, mas a dedicação inerente a atletas de alto rendimento no cenário do atletismo.
Núbia de Oliveira reafirma busca pelo título da São Silvestre
O desempenho de Núbia no dia 31 de dezembro de 2025 superou sua própria marca anterior. Ela concluiu o percurso de 15 km com o tempo de 52 minutos e 42 segundos, solidificando sua posição como a melhor atleta brasileira na disputa feminina. Este resultado representa uma melhora significativa em relação aos 53 minutos e 24 segundos registrados na edição de 2024, quando também alcançou o bronze. A consistência no pódio e a redução de tempo indicam uma preparação focada e aprimoramento contínuo em suas estratégias de corrida. O impacto de sua performance transcende os números. “Esse resultado, eu tenho certeza que inspira e impulsiona mais mulheres a participar do esporte”, declarou. A pernambucana assume seu papel como modelo a ser seguido: “Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina. Estou muito feliz em estar mais uma vez participando e vendo o crescimento das mulheres na corrida de rua”, ressaltando a crescente participação feminina no atletismo brasileiro, um movimento importante para o cenário esportivo nacional, como se pode verificar nos registros e destaques das provas nacionais.
O Destaque Feminino Internacional
Apesar da forte presença brasileira, o topo do pódio feminino na Corrida Internacional de São Silvestre de 2025 foi dominado por uma estreante e promessa da Tanzânia. Sisilia Ginoka Panga marcou sua primeira participação na prova com uma vitória impressionante, completando o percurso em 51 minutos e 08 segundos. Esse triunfo não apenas assinalou a primeira vez que um atleta da Tanzânia venceu a São Silvestre, mas também quebrou uma sequência de vitórias que, desde 2016, era predominantemente dominada por corredoras quenianas.
Para assegurar a vitória, Ginoka enfrentou um desafio considerável ao ultrapassar a queniana Cynthia Chemweno, que liderava a prova nos minutos iniciais com grande vigor. “A Cynthia é uma excelente corredora. Não foi fácil manter a calma para ir atrás dela”, confessou Sisilia após a corrida. Apesar do esforço intenso que a levou a necessitar de atendimento médico após cruzar a linha de chegada, Sisilia expressou orgulho por seu feito: “Mas fico orgulhosa em representar o meu país e espero que no ano que vem seja ainda melhor”, projetou a campeã, atribuindo parte do seu cansaço ao calor intenso. O calor e a umidade são características conhecidas da São Silvestre, fatores que adicionam um grau extra de dificuldade aos corredores, testando sua resistência e preparo.
Cynthia Chemweno, que lutou pela liderança, manteve sua posição de vice-campeã pelo segundo ano consecutivo. A atleta queniana finalizou a corrida em 52 minutos e 31 segundos, um resultado expressivo que reflete sua consistência em provas de alto nível. Chemweno demonstrou satisfação com seu desempenho, apesar de não ter alcançado o primeiro lugar. “A corrida foi muito feliz. Ao longo da prova, estava todo mundo vibrando muito. Apesar do calor e de estar muito úmido, fiquei bem feliz com o segundo lugar”, celebrou a queniana, enaltecendo a energia do público.
O pódio feminino da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre foi completado por outras talentosas atletas. A quarta colocação ficou com a peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga, que cruzou a linha em 53 minutos e 50 segundos. Em quinto lugar, a queniana Vivian Jeftanui Kiplagati fechou o grupo de elite, registrando 54 minutos e 12 segundos.
A Batalha na Categoria Masculina
No embate masculino, o Brasil também teve um representante no pódio, Fábio de Jesus Correia, que conquistou o terceiro lugar, igualando o desempenho de Núbia de Oliveira na categoria feminina. Fábio expressou sua ambição pelo título: “A gente sempre tem que estar com esse pensamento de ser campeão, de ser vencedor em tudo que a gente faz.” No entanto, ele reconheceu o longo período sem vitórias brasileiras. “No entanto, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a prova [no masculino]. Mas vou treinar bastante para, quem sabe nos próximos anos, quebrar esse tabu”, prometeu o corredor.

Imagem: Paulo Pinto via agenciabrasil.ebc.com.br
O histórico da São Silvestre mostra que o Brasil aguarda um campeão masculino desde 2010, quando Marilson Gomes dos Santos assegurou a vitória. O pódio principal desta edição ficou para o etíope Muse Gisachew, que executou uma estratégia de ultrapassagem nos minutos finais, desbancando o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong por uma diferença de apenas quatro segundos. Muse completou a corrida em 44 minutos e 28 segundos.
Gisachew descreveu os desafios da prova e a estratégia vitoriosa: “É uma prova de muitos altos e baixos e o calor foi difícil. Mas a chegada foi excelente.” Sua tática foi focada em ritmo e finalização: “O que fiz foi manter o ritmo, fazendo uma chegada com propriedade e firmeza”, comemorou o etíope. Já Jonathan Kipkoech Kamosong, que conquistou o segundo lugar, lamentou a perda da liderança nos quilômetros finais, atribuindo a derrota à intensidade de seu início. “Fui muito forte nos quilômetros anteriores e, nos quilômetros finais não consegui manter o ritmo”, explicou. “Os primeiros 10 quilômetros foram muito fortes. E isso teve um custo no final”, pontuou o queniano, destacando a importância da gestão de energia em provas de longa distância.
Desafios e Apelos dos Atletas Brasileiros
Apesar da alegria de conquistar uma posição no pódio, Fábio de Jesus Correia aproveitou a oportunidade em entrevista coletiva para levantar uma pauta crucial para o atletismo nacional: a carência de espaços adequados para treinamento. O atleta destacou que a necessidade vai além do aspecto financeiro. “Muitos pensam que [a maior necessidade] é a parte financeira. Mas eu acho que precisa de mais valorização [do atleta] e de espaço de treinamento”, enfatizou.
O corredor brasileiro fez um apelo direto às autoridades, solicitando mais investimentos em infraestrutura. “Peço aqui que as autoridades possam estar fazendo um bom papel. Precisamos abrir um espaço de segurança para treinar e de uma pista segura”, reforçou Fábio, apontando para uma demanda que afeta diretamente o desenvolvimento e a competitividade dos atletas no país, em provas de destaque como a Corrida Internacional de São Silvestre.
Completando o pódio masculino, em quarta e quinta posições, figuraram os atletas quenianos William Kibor e Reuben Logonsiwa Poguisho, respectivamente, solidificando a presença forte da delegação africana na elite da São Silvestre.
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A edição de 2025 da Corrida Internacional de São Silvestre foi marcada por histórias de superação, desafios climáticos e a esperança renovada dos atletas brasileiros, especialmente de Núbia de Oliveira e Fábio de Jesus Correia, em levar novamente o Brasil ao topo. Para ficar por dentro de todas as novidades do universo esportivo, acompanhe nossa editoria de Esportes e não perca nenhum detalhe das próximas competições e entrevistas exclusivas.
Crédito da Imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

